Reciclagem

 

                                                                

 Descarte de baterias: como fazer?

Categoria: 

Notebook

As baterias de notebook e de outros equipamentos eletrônicos possuem concentrações de elementos químicos nocivos. Apesar da aparência inocente e pequeno porte, as pilhas e baterias de celular são hoje um problema ambiental.

Descartadas de forma incorreta, podem causar danos à natureza e à saúde do homem. Mesmo sendo um tipo de poluição muito perigosa, no Brasil o governo ainda não dá tanta atenção à reciclagem de pilhas e baterias, por isso é importante que, na hora de se desfazer do material que não tem mais utilidade, sejam tomados alguns cuidados. É importante saber do que é feita cada bateria para saber onde deverá ser descartada.

A forma como as baterias são eliminadas e o consequente vazamento de seus componentes tóxicos contamina o solo, os cursos d’água e o lençol freático, atingindo a flora e a fauna das regiões circunvizinhas. Através da cadeia alimentar, essas substâncias chegam, de forma acumulada, aos seres humanos.

De quê as baterias são feitas?

As pilhas e baterias apresentam em sua composição metais considerados perigosos à saúde humana e ao meio ambiente como mercúrio, chumbo, cobre, zinco, cádmio, manganês, níquel e lítio. Dentre esses metais os que apresentam maior risco à saúde são o chumbo, o mercúrio e o cádmio.

As baterias dos notebooks são geralmente compostas de íon lítio. Esse material apresenta alta capacidade de armazenamento de energia, além de suportar centenas de ciclos carga/descarga e não possuir o efeito memória, ou seja, não é preciso descarregá-las completamente antes de uma nova recarga.  Há também baterias compostas de zinco, lítio e níquel metal hidreto.

Como fazer?

O Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) elaborou uma resolução (n° 257/99), que disciplina o descarte e o gerenciamento adequado de pilhas e baterias usadas. Segundo a resolução:

“As pilhas e baterias que contenham em suas composições chumbo, cádmio, mercúrio e seus compostos, necessário ao funcionamento de quaisquer tipos de aparelhos,…, após seu esgotamento energético, serão entregues pelos usuários aos estabelecimentos que as comercializam ou à rede de assistência técnica autorizada pelas respectivas indústrias, para repasse aos fabricantes ou importadores, para que estes adotem diretamente, ou por meio de terceiros, os procedimentos de reutilização, reciclagem, tratamento ou disposição final ambientalmente adequado”.

Baterias cujo fabricante atenda as exigências do Conselho Nacional do Meio Ambiente podem ser colocadas no lixo comum. Materiais como íon-lítio, lítio, níquel metal hidreto e zinco estão inclusos neste grupo.

Chumbo, níquel–cádmio e óxido de mercúrio fazem parte dos materiais que podem trazer danos se não descartados corretamente. É de responsabilidade do fabricante recolher e dar-lhes o destino correto. Atualmente existe uma mobilização mundial com o intuito de diminuir a produção de baterias com estas substâncias. O problema é que isso custa caro e requer investimentos que as empresas e governos nem sempre estão interessados em fazer.

Como identificar?

Para que os consumidores possam distinguir as pilhas e baterias que devem ser devolvidas daquelas que podem ser incorporadas ao lixo doméstico, as embalagens possuem uma sinalização indicando o destino correto. É importante contatar o fabricante ou a secretaria de Meio Ambiente do local onde vive para saber a destinação correta para as baterias usadas do seu notebook, para evitar poluir. Muitas vezes, as lojas e empresas que oferecem assistência técnica também podem informar o procedimento correto para descartar a bateria.

Reciclagem: a melhor saída

A melhor maneira de evitar que substâncias nocivas das baterias contaminem é entregar as baterias velhas aos fabricantes ou operadores para que reciclem, reaproveitando os metais perigosos e descartando de maneira segura e em locais controlados todo o lixo perigoso.

A quantidade dos metais que compõem as baterias de telefone e os circuitos internos não é infinita. É um recurso importante e que pode ser reciclado para a criação de novos aparelhos. Estes elementos, quando jogados na natureza, não são absorvidos e podem causar problemas ambientais gravíssimos.

A maioria dos fabricantes de aparelhos e inclusive operadores costuma ter planos de recolhimento e reciclagem dos aparelhos, mesmo os que não funcionem mais. Estima-se que entre 60% e 70% de todo o material de um celular pode ser reciclado. Alguns países, inclusive, possuem apoios e descontos para comprar outros aparelhos na troca por um antigo.

Que empresas possuem programas de reciclagem de baterias?

Nokia, por exemplo, possui há mais de sete anos um programa de reciclagem de celulares e baterias, mesmo os que não funcionam mais, quando são entregues às assistências autorizadas. A Motorola tem um programa chamado Ecomoto, desde 2007, que também faz a reciclagem em fábricas na Europa. A Sony Ericsson e a Samsung também possuem programas similares, assim como quase todos os fabricantes. Uma dica: consulte o site ou o manual de instruções do equipamento para saber como proceder.

Devido a legislações na União Européia e nos Estados Unidos, a grande maioria dos operadores é obrigada a ter planos de reciclagem, que acabam sendo replicados no Brasil. Porém, se você possui um aparelho de uma marca que não ofereça a reciclagem, também pode contatar uma das operadoras.

Operadoras também reciclam celulares?

A Vivo, a Claro, a Tim e a Oi possuem programas de reciclagem de aparelhos, e costumam recolher baterias, aparelhos e acessórios nas suas lojas e centros de atendimento ao cliente.

Também existe o projeto Papa-Pilhas, parceria da Tim com o Banco real, para coletar vários tipos de pilhas e baterias portáteis que poderiam causar dano ao meio ambiente e enviar a centros de reciclagem.

Não existem desculpas para não reciclar

Com tantas facilidades e opções, não há justificativa para jogar um aparelho velho no lixo. Faça o seu papel para preservar o meio-ambiente e o futuro do planeta.

http://shopping.uol.com.br/